segunda-feira, 17 de agosto de 2015

caros leitores imboleiros,

a postagem de hoje não tem floreios, não é enfeitada com plumas, penas de pássaros coloridos. meu intuito não é tampouco mascarar aquilo que está errado com (como diz Mauro Cezar Pereira, a quem admiro) cortina de fumaça. as coisas aqui tem que ser ditas com clareza e acima de tudo realidade. as mediocridades da imprensa brasileira ao tratar de assuntos delicados como má administração de clubes, dívidas, contratações, direitos de televisão, política interna no futebol e nos demais esportes, é evidente, principalmente por estarmos aqui nos referindo à uma imprensa conivente com tudo que há de errado no futebol a anos, então cabe a nós do imbola falar as coisas como verdadeiramente elas são e vai ter clubismo sim, porque acho um despropósito esconder o próprio time frente as câmeras, mas ficar visivelmente desapontado quando esse ou aquele time perde ou toma gols, vai bem ou mal, fica ou cai nas divisões de determinados campeonatos. e é por isso que hoje vamos falar de vasco. 
permita-me contar-lhes uma história
eu nem sempre fui vasco. sim, poucos sabem disso, mas eu não nasci vasco. eu nasci de mãe flamenguista e pai botafoguense, que me vestiam com suas camisas quando eu ainda não tinha idade para decidir. logo fiz meu julgamento e costumo dizer que vi a luz. o ano era 1997, quando eu completava 7 anos de idade e contra tudo e contra todos tomei uma das mais bonitas decisões da minha vida: ligar a tv e ver o vasco da gama jogar. nada mais é preciso dizer a partir deste ponto, claro, mas aqui eu continuo meu relato. o vasco não precisa de mim, nem de você, individualmente. o vasco é tão gigantesco, mas tão gigantesco, que crianças que ainda nem nasceram já sabem que serão vasco, torcerão em são januário no colo dos pais e se emocionarão ao ver sair do túnel o time de seu coração. é, eu lembro quando isso acontecia comigo com uma certa melancolia e me pergunto depois de intensa análise temporal: para onde foi o meu vasco?
não, aos vascaínos essa pergunta não é difícil de responder num primeiro momento. o vascaíno (bem como torcedores de todos os clubes pelo mundo) é um apaixonado e responde com os nervos gritando "time horrível", "só tem chinelinho", "vagabundos sem raça", "time sem vergonha", "dinamite desgraçado" e "a culpa é do eurico", é claro que de bate pronto, em uma visão superficial da coisa, o culpado é o time e seus dirigentes atuais, aqueles que levam o clube ao buraco, por falta de investimento no plantel, ou por dar a faixa de capitão a quem não merece, por escalar aquele jogador que a torcida insiste em pegar no pé. é isso também, não há dúvida. mas em uma instituição centenária (que já viu seus dias de glória) que hoje definha em dívidas e sucessivas descidas à série b do campeonato brasileiro, devemos cavar mais fundo, não? com times cada vez piores tecnicamente e jogadores que não compreendem o que é estar vestindo a camisa do vasco, com a cultura do dinheiro se fazendo cada vez mais presente nos campos e fora deles, um clube pioneiro em diversos âmbitos está se esfarelando ano após ano. o que me leva ao atual presidente, eurico miranda. ele sem dúvida é uma figura tão caricata no país como jair bolsonaro ou edir macedo, mas está ainda a serviço do vasco como se tivesse sido ontem sua saída. podemos dizer que eurico apagou a luz antes de sair em 2008ano do primeiro rebaixamento do vasco. não considero um baque terrível na história para o vascaíno, por se tratar de uma tragédia anunciada naquele ano, elenco fraco, desespero, crise política. não foi tão ruim quanto perder a copa do brasil 2 anos antes para o maior rival, da maneira que foi ou o carioca de 2014, também de maneira ridícula e também para o rival. me lembro das declarações recentes de emerson sheik, que disse não saber quem era o maior rival do flamengo e jogando o nome do clube de regatas vasco da gama em uma brincadeira imbecil e sem propósito. aqui deixo meu clubismo de lado para perguntar quem é emerson sheik e o que ele representa para a imensa e genial história do clube de regatas do flamengo de títulos e grandes jogadores? ou mesmo para o futebol?


 

não, de fato, não é ninguém para ambos, além de um jogador que muitas vezes estava no lugar certo na hora certa. mas as declarações dele fazem o vascaíno pensar onde foi o vasco nesse meio tempo? há quatro anos, quando dinamite vendia a alma do clube ao diabo para ser campeão da copa do brasil tivemos alegria, mas onde foi o resto do vasco? enquanto houver um coração infantil o vasco será imortal, eu cresci com isso na cabeça, e no coração, mas se cada vez mais existirem sheiks e os juninhos e felipes forem cada vez mais uma lembrança distante, aí então, o que será do vasco? não é por dinamite, calçada, ou eurico. o nosso amor é do vasco. reflitam.

forte abraço. 

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Nada é Tranquilo para o Botafogo


Durante sua coletiva de imprensa após o empate de 0 a 0 contra o “poderosíssimo” Luverdense, Ricardo Gomes constatou o óbvio, não criamos a quantidade de jogadas ofensivas suficientes para oferecer perigo ao nosso adversário. Estamos na liderança por um acaso e a situação é preocupante.

Nosso ex-técnico interino Jair Ventura escalou o Botafogo com dois meias armadores contestados pela torcida, Diego Jardel e Gegê e um jogador que só produz algo na reserva, o Sassá. O Primeiro não mostrou nada de interessante em todos os jogos em que foi titular. Limitado tecnicamente, não cria e também não marca com eficiência. Já o segundo citado apresentou apenas uma coisa boa em sua passagem pela estrela solitária, o seu belíssimo empresário. MUITO FRACO.

Nem tudo são flores, mas para essa fraquíssima série b temos algumas soluções que podem melhorar de alguma forma o rendimento ofensivo do time. Sei que é difícil, mas vamos de Lulinha, Daniel Carvalho, Elvis e o recém contratado Neilton. (Ao lado Números do último jogo).

A primeira mudança é a recomposição de um esquema tático eficiente. Não podemos jogar no 4-2-3-1, particularmente não consigo gostar desse esquema quando utilizado com jogadores limitados e taticamente burros. Nesse esquema não podemos avançar os laterais, e os meias que jogam pelos lados devem possuir criatividade, velocidade e rápida recomposição do meio campo e o meia central deve possuir criatividade e ser tecnicamente bom para efetuar os passes mais agudos. Essas são características que não vejo no time do Botafogo.

Temos dois laterais que apoiam o tempo todo. Carleto, que deixa uma senhora avenida a suas costas e o Luís Ricardo, que é nosso desafogo ofensivo. É por esse lado que sai as nossas melhores jogadas de ataque. Tendo em vista que não temos laterais reservas, utilizaria o clássico 4-4-2 com Lulinha e Elvis, o último, o meia armador que temos em nosso plantel. No ataque, Neilton pelos lados e Luís Henrique mais à frente.


Desta forma, precisaríamos recomeçar um novo trabalho. Os volantes teriam que cobrir os laterais e os meias devem recompor na marcação. Por isso, Daniel carvalho ficou de fora, pois, além de errar muitos passes, ele também não marca com a disposição dos citados anteriormente.