segunda-feira, 13 de julho de 2015

Danke Deutschland!

(Fonte: fifa.com)

      Obrigado Alemanha! Sim, isso mesmo. Esse texto é de agradecimento àqueles que causaram a maior humilhação da história da seleção brasileira, ainda por cima dentro de casa, naquela que seria a grande oportunidade de exorcizar o fantasma do Maracanazo. 
      Muito maior que a goleada imposta pelos germânicos foram os ensinamentos que eles nos deram durante sua campanha em 2014, expondo as fragilidades não apenas da equipe brasileira, mas, principalmente, da maneira que se trata o futebol por aqui. Estamos defasados e foram os alemães que nos mostraram da melhor, ou pior para alguns, maneira possível.
      Talvez por ter passado por situação semelhante, nossas vítimas tornaram-se nossos algozes em pouco mais de uma década, justamente por entender que apesar do resultado obtido na Ásia a trajetória que se apresentava não lhes garantiria um bom caminho.
      Com a determinação de uma nação que já foi devastada por guerras, uma reformulação completa às vésperas de realizar um Copa do Mundo em casa não seria o maior problema. Desconfiança houve, pois apesar das boas campanhas e do bom futebol faltava algo. Pelo menos até 13 de Julho de 2014. 
      No capítulo final de sua jornada, a Nationalelf mostrou convicção em sua filosofia de jogo, mesmo dominando o adversário como nas demais partidas, não conseguiu ser mais perigosa que seu adversário, entretanto em momento algum fugiu de suas características. E no esporte das injustiças, a justiça foi feita. A bola pune! Esse foi o ensinamento restou aos argentinos. 

Ps.: Ainda lhes restaram tempo de fazer um vídeo de agradecimento.




quinta-feira, 9 de julho de 2015

Boas vindas ao passado!

(Fonte: cbf.com.br)

"Ah, quantas lágrimas eu tenho derramado
Só em saber que não posso mais
Reviver o meu passado
Eu vivia cheio de esperança e de alegria
Eu cantava, eu sorria
Mas hoje em dia eu não tenho mais
A alegria dos tempos atrás

Só melancolia os meus olhos trazem
Ah! Quanta saudade a lembrança traz
Se houvesse retrocesso na idade 

Eu não teria saudade 
Da minha mocidade."
                                                                                                      



      Apesar da demora, apesar do momento, apesar das notícias, apesar de todos os pesares meu primeiro post e consequentemente o primeiro do IMBola será sobre a Seleção Brasileira. Um ano após a fatídica derrota para a Alemanha - que ao menos serviu de redenção para os injustiçados de 1950 - e a deprimente carta da Dona Lúcia, não vejo palavras melhores para descrever o sentimento atual sobre esse momento do que as de Manacéia*, autor da música acima. 
      Aquela que foi sinônimo de jogo bonito, hoje, não consegue nem mesmo repetir os resultados aos quais se apegou nos últimos anos. Se a qualidade técnica existente em outrora não é mais a mesma, que consigamos, ao menos, sermos capazes de realizar campanhas dignas à altura de nossa história. Nem sempre os fins justificam os meios e, no caso da Seleção, nem devem. Nem luxo, nem lixo, estamos em processo de transição. É preciso dosar os pragmatismo dos resultados com a magia que, agora em doses menores, sempre esteve atrelada à camisa canarinho. Se faz necessária uma reformulação profunda na estrutura do futebol nacional sim, pois sem ela como alimentaremos a equipe principal? Da mesma forma que não adianta termos o melhor "exército" sem um comandante com competência para tal. 
      Mais que palavras, teorias e desabafos é preciso que os responsáveis ponham em prática essa inevitável mudança. O difícil é acreditar nisso quando eles têm sua atenção voltada para os desdobramentos do esquema de corrupção descoberto na FIFA. Quem sabe um dia alguém possa falar a "CBF é o Brasil que deu certo", mas desta vez por méritos e não para bajular seus superiores. Enquanto isso seguiremos torcendo, entretanto a paciência vai se esvaindo a cada desempenho fraco e o que hoje é um misto de raiva e vergonha pode-se tornar indiferença.


*Manacéia José de Andrade, baluarte da G.R.E.S. Portela, compositor e instrumentista.